Obama não foi às Olimpíadas. E há motivos para isso. · Despachante 55

Obama não foi às Olimpíadas. E há motivos para isso.

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Foto: REUTERS/Pilar Olivares

O hemisfério sul e as Olimpíadas Rio 2016

O Rio de Janeiro, terceira cidade do hemisfério sul a sediar os Jogos Olímpicos da Era Moderna, depois de Melbourne (1956) e Sydney (2000), ambas na Austrália, está atualmente no centro das atenções. E não é por menos: bilhões de pessoas ao redor do globo acompanham as Olimpíadas Rio 2016 – o maior evento esportivo do mundo – e, neste momento, o cuidado deve ser redobrado.

A partir de 2008, ano em que o Rio de Janeiro foi anunciado oficialmente como cidade candidata à sede dos Jogos, juntamente com Chicago (EUA), Tokyo (Japão) e Madrid (Espanha), o panorama econômico e político veio se alterando drasticamente, desde a queda da credibilidade do mercado financeiro brasileiro sob o olhar de investidores estrangeiros até a questão da segurança nacional. À época, o Brasil estava longe da crise e as relações internacionais com blocos econômicos importantes ganhavam força sob o comando do Chanceler Celso Amorim – principalmente com a abertura do mercado de commodities diretamente da China, quando o crescimento de sua economia batia os 9%.

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos recebe, geralmente, dezenas de chefes de Estado. Desta vez, no entanto, apenas 28 confirmaram presença. Um número significativamente menor do que os 50 esperados para prestigiar as Olimpíadas.

Obama: motivos da sua ausência – e a de tantos outros chefes de Estado

Muitas pessoas estão se perguntando sobre a ausência do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na cerimônia ocorrida na última sexta-feira, 5 de agosto, no Maracanã. Em seu lugar, os EUA enviaram John Kerry, secretário de Estado. Um dos motivos extra-oficiais – e que governo nenhum admitirá – é que, com a ascensão de ataques terroristas – sejam de grupos organizados pertencentes ou não ao auto-intitulado Estado Islâmico, sejam dos chamados “lobos solitários” -, teme-se que ocorra algum atentado no Rio, o que seria de extrema repercussão midiática e prejuízo diplomático incalculável. Fora, claro, tudo aquilo que um atentado pode ter de pior como consequência.

É possível também apontar o fato de que, diante da proximidade das eleições nos Estados Unidos, Obama está engajado na campanha da presidenciável Hillary Clinton, que há alguns dias foi nomeada como candidata pelo Partido Democrata, disputando contra Donald Trump.

Além disso, para alguns chefes de Estado que se opõem ao governo interino do Brasil, principalmente na América do Sul – com algumas exceções, sendo a principal delas o presidente da Argentina Mauricio Macri, devido à proximidade no posicionamento político -, comparecer a um evento deste porte com sede no Rio de Janeiro seria basicamente endossar o governo interino – o que, concordando ou não com ele, não é diplomaticamente tão simples, já que esta é uma questão interna do Brasil.

Apesar de todos os pesares, a bela cerimônia de abertura, no entanto, soube representar exatamente aqueles que, dentro da grande diversidade do povo brasileiro, deveriam estar sendo representados há muito tempo.

E por último, mas não menos importante, parabéns à judoca Rafaela Silva, que conquistou o primeiro ouro para o Brasil!

Choro de ouro! “TODO MUNDO ME CRITICOU”: Rafaela Silva desabafa em sua primeira entrevista depois de conquistar o ouro nos 57Kg e não segura as lágrimas. O Brasil inteiro VIBRA com a vitória dessa GUERREIRA da Cidade de Deus!!!
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Posted by SporTV on Monday, August 8, 2016

 

Por Matheus Oliveira.

 


Imagem: REUTERS/Pilar Oliveira

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