Guia do estudante de intercâmbio nos Estados Unidos · Despachante 55

Guia do estudante de intercâmbio nos Estados Unidos

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Quem acompanha o mercado de trabalho sabe que, hoje em dia, não basta apenas ter diplomas e títulos. As grandes empresas procuram cada vez mais por pessoas com experiências diversificadas, com vivências não só na área profissional, mas também na esfera pessoal. Uma maneira interessante de conciliar crescimento pessoal e profissional é, sem dúvidas, estudando fora do país. Um intercâmbio de estudos favorece o aprendizado de outra língua, outra cultura, permite que o estudante faça contatos e crie laços com pessoas que não conheceria em seu país de origem e possibilita o desenvolvimento de skills que ele levará consigo para toda a vida. É importante lembrar, no entanto, que um intercâmbio também pode apresentar muitas dificuldades a serem superadas: adaptação à família que irá hospedar o estudante, diferença no ritmo, carga horária acadêmica, documentação, alimentação e até as diferenças climáticas. Tudo isso pode se tornar uma grande dor de cabeça se o intercâmbio não for planejado com cautela. Pensando nisso, preparamos este guia como uma primeira jornada pelos principais obstáculos para os quais o estudante precisa se preparar antes de seu intercâmbio nos Estados Unidos.

O Brasil é um dos países que mais envia estudantes para os Estados Unidos. Segundo o site da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, mais de 16 mil brasileiros foram enviados de acordo com o último relatório divulgado. Destes brasileiros, 7 mil deles eram graduandos. Outros 5 mil faziam mestrado ou doutorado. Neste artigo, iremos focar no estudante de High School – ou Ensino Médio.

Escolha do destino e adaptação

Existem diversas possibilidades de destinos para o estudante de Ensino Médio que deseja fazer um intercâmbio nos Estados Unidos. As opções variam de agência para agência e de programa para programa, mas entre os destinos mais populares estão os estados de Massachusetts, Nova York, Flórida, Califórnia e Havaí. Na hora de escolher o seu destino entre as opções apresentadas pela agência – e caso o programa de intercâmbio escolhido permita a escolha -, o estudante deve levar em conta alguns fatores que poderão ajudar ou atrapalhar a sua adaptação.

Clima

O fator que mais varia de um estado para o outro é, certamente, o clima. Há de se lembrar que os EUA são um país de proporções continentais, o que significa que existem muitos tipos de clima: da quente e úmida Miami à fria Boston, passando ainda por climas desérticos na costa oeste e pela eternamente chuvosa Seattle. Não há mal algum em querer experimentar um clima diferente daquele de sua cidade de origem no Brasil, mas é importante que uma pessoa muito sensível ao calor não vá estudar na Flórida, por exemplo, já que isso poderia dificultar a fruição da experiência como um todo.

Família e acomodações

No intercâmbio de High School, o estudante tem a possibilidade de ficar hospedado na casa de uma família americana – a host family -, que será responsável pelo intercambista durante o período letivo. Geralmente são famílias compostas não apenas pelos pais, mas também por filhos de idade próxima ao intercambista, que o ajudarão na adaptação à escola. É importante que o estudante intercambista entre em contato com as famílias interessadas em recebê-lo e discuta com elas questões importantes, como suas acomodações durante a estadia, costumes familiares, regras da casa, presença de pets (informação importantíssima para os alérgicos!), religião, quantidade de moradores, alimentação, entre outras questões importantes para o intercambista e para a família que irá recebê-lo.

Outra possibilidade, um pouco menos comum, é ficar em uma residência estudantil. São acomodações geralmente próximas à escola e há opções de quartos individuais ou compartilhados. Esta pode ser uma experiência interessante para adolescentes mais independentes e extrovertidos, mas pode se tornar uma dor de cabeça para aqueles que têm dificuldades para fazer novas amizades e cuidar da própria rotina e alimentação.

Escola

Alguns programas de intercâmbio permitem a escolha da escola que o estudante de Ensino Médio irá frequentar. No caso de escolas públicas, a escolha está atrelada ao local onde o estudante irá morar. Já os interessados em frequentar uma escola particular devem enviar seus currículos para as instituições de interesse e aguardar o contato das escolas para saber onde foi aceito.

Alimentação

Para o estudante intercambista de high school que opta pela acomodação em uma casa de família, a alimentação é inteiramente provida pela host family. É importante, portanto, que sejam levadas em conta preferências e restrições alimentares na hora de decidir o destino do intercâmbio e a família que receberá o estudante. A alimentação das famílias americanas varia bastante de estado para estado. Nos estados mais ao sul, a influência mexicana é muito forte. Já em Nova York, por exemplo, existe uma forte tradição judaica. Na Flórida, a comida cubana está em todos os lugares. 

Os intercambistas que optam por uma residência estudantil geralmente recebem as principais refeições já incluídas no programa. Lanchinhos e alimentos específicos devem ser comprados pelo próprio estudante.

E o visto?

Para estudar nos Estados Unidos, é necessário um visto específico, que deve ser tirado ainda no Brasil. O primeiro passo é iniciar o processo junto à agência de intercâmbio e decidir o destino, acomodação e escola. Uma vez que tudo esteja encaminhado, a escola enviará um formulário que deve ser preenchido pelo estudante e apresentado no Consulado dos EUA, onde o visto será emitido. Uma vez emitido, o visto terá a duração do programa de intercâmbio escolhido e a estadia do estudante não deve ultrapassar a data de retorno estipulada pelos agentes de imigração americanos.

Quem pode fazer intercâmbio?

Para embarcar em um intercâmbio de high school nos Estados Unidos, o estudante deverá estar cursando ou iniciando o Ensino Médio no Brasil. Deve ter entre 15 e 18 anos, possuir pelo menos o nível intermediário de inglês e boas notas na escola – não pode ter sido reprovado nos últimos 3 anos.

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E aí? Pronto para começar a planejar a sua experiência como um estudante internacional?

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