Termina na segunda-feira, 9 de novembro, o prazo para o público enviar comentários sobre a proposta do Departamento de Segurança Interna (DHS) que cria taxas inéditas para o OPT (Optional Practical Training), a autorização de trabalho mais usada por estudantes internacionais com visto F-1. O texto prevê US$ 70 mil para o primeiro período de OPT e US$ 30 mil para cada período seguinte.
A proposta foi publicada no Federal Register em 8 de outubro (documento 2026-20660, processo ICEB-2026-0100). Por enquanto, nada mudou: a cobrança só pode começar depois que o governo analisar os comentários e publicar uma regra final com data de vigência.
Como funcionaria a cobrança
Hoje o estudante precisa de uma recomendação do responsável pelos alunos internacionais da escola (o DSO) e depois pede ao USCIS o documento de autorização de trabalho (EAD), pagando a taxa normal do formulário I-765. A recomendação da escola não tem custo.
Pela proposta, a nova taxa ficaria atrelada justamente a essa recomendação, feita por escolas certificadas pelo programa SEVP:
- US$ 70 mil pela primeira recomendação de OPT depois que a regra entrar em vigor, seja OPT durante o curso, depois da formatura ou a extensão STEM.
- US$ 30 mil por qualquer recomendação seguinte.
Segundo análise do escritório Fragomen, quem paga é a instituição de ensino, que poderia repassar o valor ao aluno, distribuí-lo entre todos os estudantes ou cobrá-lo do empregador. Pelo que foi proposto, a taxa não atingiria quem já está com o OPT aprovado e em andamento quando a regra começar a valer.
Por que o governo quer a taxa
O DHS diz que o objetivo é combater fraudes, proteger trabalhadores americanos e evitar que empresas usem o OPT para escapar das novas taxas do visto H-1B. Especialistas em imigração preveem contestação na Justiça caso a regra seja finalizada nesses valores.
Como enviar um comentário
Os comentários são feitos pelo site regulations.gov, buscando o processo ICEB-2026-0100. Qualquer pessoa pode participar, em inglês, e o texto fica público. Comentários que explicam o impacto concreto (custos, planos de carreira, empregos) costumam pesar mais do que mensagens genéricas.
O que muda para você
Se você estuda nos EUA com visto F-1 ou tem filho nessa situação, ainda não há cobrança, e o OPT continua sendo pedido do jeito de sempre. Vale conversar agora com o DSO da escola sobre o calendário do seu pedido e acompanhar a regra final.
Quem pretende voltar ao Brasil depois dos estudos deve se preparar: diplomas e históricos americanos precisam de apostilamento e, em muitos casos, de tradução juramentada para valer em universidades, conselhos profissionais e empresas brasileiras.
Fonte: Federal Register








